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Arquidiocese dá início ao Ano Pastoral e à Campanha da Fraterni

A Arquidiocese de Palmas realizou na manhã dessa quinta-feira, 15, o evento de abertura do Ano Pastoral e de lançamento da Campanha da Fraternidade 2018, no Centro Educacional São Francisco de Assis. No primeiro momento, foi apresentada uma síntese do Plano de Evangelização de 2018, considerado na Arquidiocese de Palmas como o ano da caridade. Em seguida, foi apresentada a proposta da Campanha da Fraternidade que este ano busca a fraternidade e a superação da violência. O Plano de Evangelização da Arquidiocese foi elaborado pelo arcebispo metropolitano de Palmas, Dom Pedro Brito, junto ao Vicariato para a Ação Social (VAS) e ao Vicariato para a Ação Pastoral (VAP), e aprovado na 1ª Conferência da Ação Social da Arquidiocese e na Miniassembleia Arquidiocesana de Pastoral, realizadas em outubro de 2017. O Plano tem como urgência “Igreja a serviço da vida plena para todos”, voltando-se para os mais pobres e esquecidos da sociedade; e tem como prioridades a juventude e a Doutrina Social da Igreja. Todas as ações de evangelização do Plano são dinamizadas pelos Vicariatos para a Ação Social e para a Ação Pastoral. O padre Fábio Gleiser, vigário do Vicariato para a Ação Pastoral, fala sobre o foco dos trabalhos de evangelização para este ano. “Hoje nós quisemos dar início às nossas ações pastorais apresentando para todas as lideranças ou representações das lideranças da nossa Igreja o nosso livro, que é o projeto de evangelização para este ano, com seus eixos fundamentais, priorizando a ação social – Doutrina Social da Igreja – e a Juventude, que são as duas urgências que foram elaboradas e pedidas pela Assembleia. Todos os nossos trabalhos de evangelização nesse ano devem ter como foco essas duas urgências que a Igreja elegeu”. Durante a apresentação do Plano, o arcebispo Dom Pedro destacou alguns desafios pastorais na Arquidiocese de Palmas para este Ano Nacional do Laicato, como: cuidado com o meio ambiente, superação da violência, trabalho social da Igreja, juventude, eleições, Assembleias Paroquiais, Caravana Missionária e ações de evangelização. Como vigário para a Ação Social, o padre Waldeon Reis fala sobre a organização do plano para vencer os desafios e sobre a dimensão caritativa que motivará as ações. “Já é o terceiro ano que nós estamos desenvolvendo esse plano de evangelização. O primeiro ano, a catequese; o segundo, a Palavra de Deus; nesse ano, a caridade; e no último ano, a missão. Em relação à caridade, é uma dimensão da nossa fé que se nós a tirarmos, corremos o risco de desfigurar o rosto desse trabalho missionário. Quando falamos de caridade, significa um trabalho bastante concreto. Em que sentido? De ajudar principalmente as pessoas excluídas, as pessoas que estão à margem da vida social, que são vulnerabilizadas pela injustiça, e, com a injustiça vem todas as outras coisas: a droga, o alcoolismo, a violência na família, etc. Então, nós precisamos entrar nesse mundo para resgatar essas pessoas. Então, nós vamos trabalhar com a educação, com a saúde, com as políticas públicas e com a criação da Pastoral Social e da Saúde nas paróquias”. No segundo momento da cerimônia, esteve em pauta a Campanha da Fraternidade 2018 que traz o tema “Fraternidade e Superação da Violência”, e o lema “Vós sois todos irmãos em Cristo” (Mt, 23,8). Diante do tema proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Arquidiocese convidou para a ocasião representantes do poder público e de movimentos sociais para dialogarem sobre a temática e, juntos, compartilharem ações voltadas à fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. O arcebispo Dom Pedro fala sobre o papel social da Igreja como promotora da Campanha da Fraternidade. “Em todos os sistemas, há uma decadência da sociedade, o sistema educacional está falido, o sistema político, social, econômico; a corrupção, a desigualdade, a discriminação, o preconceito, briga de religião, o país partido no meio entre quem é da esquerda, quem é da direita; isso criou no Brasil um acirramento dos ânimos e as redes sociais se encarregam disso de forma que estamos vivendo uma violência institucionalizada, banalizada, pública, gratuita, crescente, que deixa as pessoas a mercê do crime organizado, da delinquência e da violência. A Igreja com mãe, educadora, tem a missão de amenizar esses conflitos. Não é função da Igreja fazer outra coisa. Ela pode ajudar as pessoas a se reconciliarem, a se amarem, se perdoarem, a conviverem fraternalmente, a se respeitarem, a viver essa fraternidade. A final de contas somos irmãos. Então, o foco da Campanha é a superação da violência”. A Campanha da Fraternidade segue até o dia 25 de março, quando a Igreja celebra o Domingo de Ramos, dando início à Semana Santa.   Por Camila Soares Fotos: Camila Soares  
                                                                                                                                                                Atividades do projeto “Cordas e Canções

Atividades do projeto “Cordas e Canções" retornam neste mês

No último sábado, 3, a Fundação Semear Liberdade se reuniu com pais e alunos participantes e interessados no projeto “Cordas e Canções”, que oferece, gratuitamente, oficinas de violão, violino e dança. Com a presença do presidente da Fundação, Dom Pedro Brito Guimarães, o encontro aconteceu na Paróquia São Luís Orione para dar continuidade às atividades do projeto, iniciado em outubro do ano passado. Durante a reunião, o coordenador das atividades, o diácono Aldecy Carvalho, apresentou a proposta do “Cordas e Canções” e leu o termo de compromisso para pais ou responsáveis presentes. Segundo ele, um dos objetivos do projeto é revelar talentos que estão à margem da sociedade, além de oferecer oportunidade para crescimento cultural e profissional. O papel do projeto “é acolher crianças e adolescentes, principalmente os que estão à margem da sociedade. Tirar essas crianças do mundo das drogas e dar a elas uma perspectiva de vida melhor. O ponto principal do projeto é empoderar a criança e o adolescente para que se torne um profissional na área da cultura, na área da música. E também possa beneficiar não só a si, mas outras pessoas também”. O projeto é apoiado pela Fundação Cultural de Palmas (FCP) com recurso do Ministério da Cultura (Minc) e atua em parceria com as Paróquias São Luís Orione e São João Batista e com o Centro Amor Social Papa Francisco, que são os núcleos onde acontecem as oficinas. O coordenador fala também sobre a contribuição do projeto para os planos de evangelização da Arquidiocese de Palmas. “Isso contribui para os planos de evangelização porque é uma parceria feita com as paróquias, especialmente porque tem muitas crianças da Catequese. A evangelização, além da fala, ela vem através da música. Sabemos que a música toca o coração das pessoas. E através da música, tantos jovens podem evangelizar jovens e as crianças podem evangelizar as crianças” Mariana Marçal, de 9 anos, canta nas Missas das Crianças na Paróquia Dom Orione e agora dará início aos seus estudos de violão. “Eu sempre gostei de cantar. Faz muito tempo que meu pai e minha mãe estão sempre me incentivando a tocar algum instrumento. Somente agora eu quis fazer. Mas eu sempre gostei de cantar mesmo. Eu vou cantando, vou tocando. Pretendo por em prática o que eu aprender”. Seu pai, Mauro Galvão, vê a oficina como um meio importante de aprimoramento da musicalidade e missão da filha. “Como a Mariana já serve, já canta na Missa das Crianças, acho que aprender um instrumento musical vai somar ainda mais com o serviço que ela presta para a Igreja. E além do mais, a musicalidade também é uma ferramenta de educação, de cultura. E como ela sempre esteve ligada à música – iniciou pelo canto –, agora eu acho que, aprendendo violão, esse lado musical dela vai melhorar ainda mais”. O projeto conta com a colaboração do grupo de hip hop Trotd Crew, formado por adolescentes que através da dança lutam contra preconceito social, racial e defendem a arte longe das drogas e do crime. Os ensaios acontecem no Centro Amor Social Papa Francisco em dias variados de acordo com a disponibilidade do grupo, considerando o calendário escolar. Na Paróquia São Luiz Orione, quadra 904 Sul, a oficina de violino acontece na segunda-feira e a oficina de violão na terça, das 14h30 às 17h30; e no sábado das 8h às 11 horas. Já na Paróquia São João Batista, quadra 1106 Sul, a oficina de violino é na quarta-feira e a aula de violão acontece na quinta, das 14h30 às 17h30; e no sábado das 14h30 às 17 horas. As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas nas secretarias das Paróquias ou no Centro Amor Social Papa Francisco até o dia 17 de fevereiro, quando se iniciam efetivamente as atividades deste ano. Por Camila Soares