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Deputado católico move ações contra exposição blasfema que incita pedofilia

Deputado católico move ações contra exposição blasfema que incita pedofilia

O Deputado Federal católico Flavinho anunciou que protocolou três requerimentos contra a exposição blasfema e que promovia a pedofilia, a qual estava aberta ao público no Santander Cultural em Porto Alegre (RS) e que foi encerrada após grande mobilização. A exposição “Queermuseu – Cartografia da Diferença na Arte Brasileira” contava com 270 obras que, segundo o Santander Cultural, abordavam as “questões de gênero e diferença”. Entretanto, apresentavam blasfêmias contra símbolos religiosos, como hóstias nas quais escreveram nomes de órgãos sexuais, além de imagens indicando pornografia, pedofilia e zoofilia. Diante disso, o deputado Flavinho informou ter protocolado um requerimento de informação no Ministério da Cultura, outro na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados e uma ação na Procuradoria Geral da República, para esclarecimentos e investigação de tal exposição. O parlamentar assinalou que a exposição “afronta a fé católica”, “incita a pedofilia”, além de ser “aberta ao público infantil” e ter captado “dinheiro público”, o que o levou a tomar as medidas legais. Sobre sua primeira ação, informou que se trata do “requerimento de informação número 3173 para o Ministério da Cultura e diretamente ao ministro da Cultura”. Nesse documento, solicita que seja informado “se o projeto cultural em questão foi submetido ao Ministério da Cultura e se contou com a liberação de recursos federais”. Questiona ainda se, “tendo sido submetido ao Ministério da Cultura, se o Ministério tomou conhecimento de que a exposição continha material adulto”. Além disso, indaga “que providências o Ministério adotará”, uma vez verificado que a exposição com “material adulto” teve “acesso irrestrito de crianças” e que apresentou “teor discriminatório, ofensivo a crenças e religiões que compõem a cultura nacional, inclusive com apologia a crimes mais graves como pedofilia”. O segundo dispositivo legal acionado pelo deputado foi o requerimento 119 protocolado na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, da qual ele faz parte. Nesse documento, convoca o ministro da Cultura “para vir até a Comissão de Cultura prestar esclarecimento. Se o ministro não vier, ele corre o risco muito sério de ser trazido até a Comissão”. Com essas duas medidas, Flavinho afirma fechar “qualquer brecha para que o ministro não me responda”. Além disso, protocolou uma ação na Procuradoria Geral da República, “em nome da sub-Procuradora Geral da República, senhora Débora Duprat, procuradora geral dos direitos do cidadão”. Com isso, requer “que o Instituto Santander, que o curador desta exposição e os artistas que colocaram ali essas ‘peças de arte’ sejam investigados pela Procuradoria Geral da República com essa possibilidade de terem feito alguma contravenção”. “Nós não vamos mais tolerar a intolerância com a fé católica no nosso país”, expressou o deputado. Segundo Flavinho, ele como parlamentar tomou as medidas que lhe cabiam. Porém, exortou os católicos a fazerem a sua parte. “Você que é católico não pode ficar calado. Não é apenas fazer um post em sua rede social, ficar bravo com esse ou com aquele, ou às vezes até destratar”, indicou. “A gente se manifesta nas redes sociais, usa as ferramentas, mas você que tem conta no Santander precisa fazer um barulho lá dentro também, mandando seu e-mail, ligando, demonstrando a sua insatisfação”, completou. Fonte: ACI Digital
Brasil, país mais perigoso para defensores do meio ambiente

Brasil, país mais perigoso para defensores do meio ambiente

Brasil, país mais perigoso para defensores do meio ambiente     Neste breve vídeo, a ONG apresenta casos em vários países     Brasília  - Brasil: 49 defensoras e defensores assassinados em 2016, segundo dados da ONG internacional Global Witness – “ano após ano, este é o país mais perigoso em termos de números”, afirma a entidade.   Segundo eles, a indústria madeireira está vinculada a 16 assassinatos, enquanto proprietários de terras são suspeitos de perpetrarem vários assassinatos na Amazônia. “O governo diminuiu a legislação ambiental e debilitou instituições de direitos humanos”, afirmam.   O Brasil tem sido sistematicamente o país mais funesto para defensoras e defensores do meio ambiente e para os que lutam pela permanência na terra e em seus territórios, desde que a Global Witness começou a compilar dados mundiais. Em 2016, um espantoso número de 49 pessoas foram assassinadas por protegerem suas terras: 16 delas defendendo as ricas florestas brasileiras dos madeireiros ilegais e um número cada vez maior, lutando contra a expansão do agronegócio e o seu poderoso lobby dentro do governo.    Governo reduz a proteção dos defensores ambientais Para a ONG, apesar do chocante e crescente número de assassinatos, o governo brasileiro tem, na verdade, diminuído a proteção a defensoras e defensores ambientais. Quase imediatamente após assumir o poder, em agosto do ano passado, a administração de Michel Temer desmantelou o Ministério dos Direitos Humanos. O Programa Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos conta com poucos recursos e é ineficaz.    Os assassinatos são emblemáticos dos níveis extremos da violência rural no Brasil.   A Comissão Pastoral da Terra (CPT) atribui isso ao avanço agressivo, com respaldo estatal, de projetos empresariais - incluindo agronegócios, mineradoras e empresas de energia - sobre as terras de comunidades indígenas e tradicionais, assim como de pequenos agricultores, os quais têm organizado uma crescente resistência coletiva para enfrentar o problema. De acordo com a CPT, as raízes do conflito encontram-se na história do colonialismo e da escravidão no Brasil, e o fato de o governo nunca ter resolvido os problemas estruturais do setor agrário.    Reforma agrária não sai do papel, violência aumenta sempre “É por isso que muitas organizações sugerem que o conflito só pode ser resolvido através da implementação da política de reforma agrária, estabelecida na Constituição Brasileira. No entanto, a forte influência da elite rural sobre a política nacional, a qual se aprofundou com a atual crise política, tem impedido que isso aconteça. Enquanto isso, a violência aumenta”, destaca a Global Witness. A CPT documentou 61 assassinatos devido a conflitos no campo no Brasil em 2016[1], maior número dos últimos 13 anos.Em 2017, a entidade já registrou, até o momento, 46 assassinatos em conflitos no campo.    Para a ONG estrangeira, “para deter o curso de assassinatos, o governo brasileiro deve fortalecer o seu apoio a defensoras e defensores do meio ambiente e da terra, especialmente nas áreas mais remotas do país”.  Fonte: Rádio Vaticano