O Patriarca afirmou que “nunca pode existir violência alguma, nem justificativa para o terrorismo, em nome da religião”

A mensagem do Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, enviada ao Papa Francisco por ocasião das Festas dos Santos Pedro e Paulo, é dedicada aos mártires das Igrejas perseguidas e oprimidas no mundo. Nela, o Patriarca diz que Igrejas irmãs, unidas no sangue dos mártires, são testemunhas ainda hoje de “novas formas de perseguição e opressão”.

Líderes do catolicismo, budismo, islamismo e judaísmo juntos no vídeo do Papa sobre diálogo inter-religioso / Foto: Reprodução do Vaticano

“Nos últimos anos, temos sido testemunhas, com profunda dor, dos ataques contra os cristãos e os lugares de culto. As nossas Igrejas irmãs são próximas a todos os cristãos perseguidos e oprimidos dos nossos tempos e deste tempo”.

Na mensagem, o Patriarca recorda a viagem do Papa, em abril, ao Egito onde acompanhou o Papa, para rezarem juntos pela “unidade, a paz e a justiça” e manifestar a proximidade à comunidade copta-ortodoxa do país.

Bartolomeu recorda o que afirmou na Conferência Internacional sobre a Paz realizada na Universidade de Al-Azhar, no Cairo, reiterando que “nunca pode existir violência alguma, nem justificativa para o terrorismo, em nome da religião”.

O Patriarca sublinha como, junto com o Papa, os líderes cristãos enfatizaram que “a violência é a negação de todos os credos e doutrinas religiosas”.

Religiões para construir pontes

Bartolomeu I, diz ainda que a humanidade pede, hoje, às religiões para serem “abertas e solidárias”. Segundo ele, o diálogo inter-religioso tem como objetivo superar os fundamentalismos e demonstrar que as religiões podem e deveriam servir para construir pontes entre as pessoas, ser instrumentos de paz e compreensão recíproca, respeitar todo ser humano.

“Em um mundo colocado a duras provas por estes desafios, emerge com clara urgência o quanto é importante para as Igrejas cristãs fortalecer a sua unidade e trabalhar para chegar às plena comunhão, empenhando-se no diálogo do amor e da “verdade”, diz a autoridade religiosa.

Fonte: Site Canção Nova, com informações da Rádio Vaticano