A cidade foi escolhida por despontar no cenário latino-americano, estando passando por muitas transformações e dando vida a ousados projetos, que sabem conviver bem com a estrutura histórica, e também pela proximidade geográfica com os Estados Unidos.

De acordo com a integrante da delegação oficial do Panamá, Eunice Menezes, essa JMJ será um momento de renovação e animação para a igreja local. “A jornada vai fortalecer, através da vida dos jovens, essa renovação que vem desde Aparecida na Igreja latino-americana. Vai ser um momento de ouro principalmente porque será um pouco depois de havermos celebrado 500 anos da primeira diocese em terra firme”, se alegra.

Para presidente da CNBB, a grande presença surpreende dos treze mil brasileiros que participaram em Cracóvia para a Jornada Mundial da Juventude, segundo levantamento divulgado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, baseado nas estatísticas do evento. A participação é a maior entre os estrangeiros no evento que reúne católicos do mundo inteiro.

Segundo o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha, a grande presença surpreende. “Claro que devemos também considerar que a Jornada no Rio de Janeiro teve um fator importante, mas devemos também reconhecer que os jovens fizeram seus esforços para estar aqui”, avalia.

O total de peregrinos no evento é de cerca de um milhão, contados na cerimônia de acolhida ao papa Francisco, nesta sexta-feira, quando Francisco dirigiu suas palavras à multidão de jovens durante a Via Sacra. Em seu discurso, o papa lembrou que os jovens são os que têm a determinação e a coragem para mudar o mundo.

Foram 30 bispos em Cracóvia eles ministraram catequeses aos jovens de países de língua portuguesa. Os temas eram ligados à misericórdia: “este é o tempo da misericórdia”, “deixar-se tocar pela misericórdia de Cristo” e “Senhor, fazei de mim um instrumento da sua misericórdia”.

O presidente da CNBB disse estar agradecido a Deus pelas catequeses. “O fato de haver pessoas de várias nacionalidades juntas mostra que queremos falar essa linguagem comum que é da fé em Cristo, da misericórdia que Deus nos ensinou a viver”, diz.