Ser mulher segundo o coração de Deus foi o foco do primeiro “Entre Mulheres”, encontro realizado pela Catedral Metropolitana de Palmas, nos dias 8 e 9 de março, para celebrar o Dia Internacional da Mulher. O evento aconteceu no Colégio São Francisco de Assis com a presença da Irmã Zélia Garcia, ministra de cura e libertação, e de Adriana Arydes, cantora católica com uma carreira solo de mais de 16 anos de sucessos.

As duas noites de evangelização tiveram os ingressos esgotados. Padre Eduardo Zanom, pároco da Catedral, fala sobre o interesse das mulheres e garante próximas edições do encontro. “Esse é um excelente sinal. É sinal que as nossas mulheres estão em busca de Deus. A mulher já sabe o papel dela na Igreja e, por isso, busca crescer, busca amadurecer. E, com certeza, esse é o primeiro de muitos. Estamos começando uma história com as mulheres de Palmas através desse evento”.

A cantora Adriana Arydes esteve presente nas duas noites. Ela falou de sua trajetória musical, de sua descoberta vocacional; partilhou sobre os desafios do matrimônio. E ressalta a importância de os cristãos defenderem a natureza da família.

“Nós que sabemos a verdade de Deus, para nós é nossa missão defender essa verdade através do nosso testemunho, através daquilo que a família, o casamento representa para nós. Penso que somos aqueles que experimentaram o bom prato, antes de servir; aqueles bons garçons. Então, a nossa missão, sem dúvida, é, diante de tudo aquilo que o mundo tem feito contra a verdade de Deus, nós levantarmos essa bandeira e defendermos aquilo que Deus sonhou para nós. Isso é um sonho de Deus para nós; isso não é o sonho de um homem. Não foi um homem que pensou numa família, não foi um homem que pensou num casamento. Isso é coisa de Deus. Então, cabe a mim, cabe a nós que já assumimos essa verdade de Deus para nós, anunciarmos sem medo, defendendo com muito amor essa verdade”.

Da Congregação Missionários de Santa Teresinha do Menino Jesus, a Irmã Zélia Garcia, pregou no encontro, enfatizando o crescimento espiritual pela reza do Rosário. E junto ao padre Zanom e Adriana Arydes, conduziu o momento oracional e de adoração ao Santíssimo Sacramento. Ela fala dos medos que afligem o coração das mulheres, o que também motivou sua pregação.

“Eu creio que nós estamos vivendo um tempo que, para mim, a maior aflição da mulher hoje é essa raiz de preocupação, de medo. A mulher tem medo de ser mãe, tem medo de ser esposa, de perder o filho, de perder o esposo; ela vive num mundo de medo; num mundo, muitas vezes de depressão, num mundo sem expectativa de melhoras. É como se tivesse caminhando para um abismo, não para um caminho de esperança. Eu atendo muitas mães, esposas, filhas, meninas de 15 anos, 16, com medo, com pânico; medo de ir para escola, medo de voltar, medo de dormir. Então, para mim hoje, é uma das raízes que mais precisa ser trabalhada porque isso está desencadeando também uma tentativa ao suicídio. Está crescendo muito isso. Para mim, hoje o que mais precisa se trabalhar na vida da mulher; é dar a ela uma segurança que vem de Deus”.

Das inúmeras virtudes de Nossa Senhora, a Irmã Zélia destacou a alegria, a disponibilidade e a intimidade com a Palavra de Deus, que, para ela, são essenciais na vida de uma mulher.

“Alegria, disponibilidade de Nossa Senhora e a vida de intimidade com a Palavra. Para mim, essas três coisas são essenciais na vida de uma mulher. Porque, da intimidade com a Palavra, nasce essa alegria que vem de Deus. E nessa alegria eu me coloco à disposição como Nossa Senhora para fazer a vontade Dele. Então, se eu faço a vontade de Deus, eu sou realizada na plenitude. Para mim, não precisa mais do que isso”.

Cerca de mil mulheres participaram do encontro. Laudecy Coimbra, Munique Maia e Eveline Leão contam como foi a experiência.

“Foi verdadeiramente libertador. Quando eu cheguei – eu tinha uma amiga comigo, tinha dois ingressos, convidei uma amiga para vir – eu comecei a sentir um sono tão grande e comecei a cochilar. E só não fui embora porque estava com a amiga e fiquei constrangida de chamá-la para ir. E o sono quase me derrubando. Quando entrou o Santíssimo e eu ajoelhei, despertei. O padre falou muitas coisas, a Irmã Zélia também, que eu senti que eram para mim e que eu estava sendo libertada de muita coisa que eu queria ser liberta hoje. E também para a minha família. E eu comecei a pensar que aquele sono era alguma força querendo me tirar daqui para que eu não recebesse essa bênção e essa libertação de Deus”.

“Foi uma bênção muito grande. Um presente que eu acolho com muito amor, porque eu sei que foi dado e enviado por Deus. E também uma oportunidade de tentar me aproximar mais do Senhor por Maria. Eu acho que o recado que a irmã Zélia deixou conosco foi essa aproximação ao Pai por meio de Nossa Senhora no silêncio, na caminhada e com certeza numa entrega total”.

“Foi um presente de Deus. Se teve um presente que realmente emocionou e foi gratificante, foi esse. E a gente pôde sentir a presença de Deus em vários momentos. Só dessa maneira pra eu enxergar o quanto eu deixo a desejar em termos de oração. Foi preciso esse chacoalhão da Irmã para gente despertar para isso, o quanto a gente fica devendo em oração. Eu realmente, me senti muito motivada, eu quero colocar isso como meta, de fazer o Rosário como a Irmã falou, como a Irmã alertou.

Segundo o padre Eduardo Zanom, no próximo ano, a 2ª edição do evento já estará no calendário paroquial.

Por Camila Soares
Fotos: Diogo Starlley