Festa do Divino Espírito Santo é assunto da 11ª Primavera dos Museus

A maior festa religiosa popular do Tocantins, a Festa do Divino Espírito Santo, foi assunto da 11ª Primavera dos Museus nessa terça-feira, 26, no Memorial Coluna Prestes, em Palmas. O encontro é realizado pelo governo do Estado e pelo Instituto Brasileiro de Museus, o IBRAM, que, neste ano, destaca a importância de se valorizar os museus e suas memórias. Os Foliões de Silvanópolis, Mensageiros do Espírito Santo, se apresentaram dando início ao evento, com o canto do Credo.

A Arquidiocese de Palmas participou como convidada e foi representada pelo pároco da Catedral do Divino Espírito Santo, padre Eduardo Zanom. Ele fala sobre a importância e a necessidade de divulgar a devoção ao Divino Espírito Santo. “A Festa do Divino é uma tradição cultural, espiritual do povo tocantinense. Em Palmas, nós temos uma identidade própria, porque é uma capital que nasce com pessoas de várias partes do país. Nós precisamos conseguir, sem perder a nossa tradição, sem perder, sobretudo, os aspectos religiosos, demonstrar às pessoas que ainda não tiveram acesso a essa cultura os valores do Tocantins e mostrar o quanto é importante uma devoção ao Divino Espírito Santo”.

Como parte da programação, o professor doutor Severino Alves falou sobre os cenários das culturas populares com foco na Festa do Divino e apresenta a estratégia de Folkmarketing como um bom caminho para difundir a tradição em Palmas. “Eu acho que o Folkmarketing traz tanto para o turismo religioso e o turismo cultural uma vibe de valorização da cultura sem perder e sem descaracterizar a tradição. Hoje, a Igreja está com seu papel mais de humanização, de valorização, de acolhimento. O folkmarketing é bem isso: acolhimento das culturas”.  

Deusiano Rodrigues é folião de Silvanópolis há 12 anos e conta como se sente como um músico anunciador da fé e da cultura. “Pra mim é muito bom porque a gente acompanhar o Divino Espírito Santo é um sinal que a gente tem a fé, porque a fé é acima de tudo. Já tem uns anos já que venho seguindo essa tradição e não deixo de seguir. Só depois que Deus me levar, aí, com certeza, não cantarei mais. Mas enquanto Deus está me dando saúde, está me dando a força, a inteligência para tirar as rodas pra cantar, eu estou firme a servir o Espírito Santo. Eu sou apóstolo do Espírito Santo”.

A Festa do Divino Espírito Santo acontece todos os anos no domingo de Pentecoste, 50 dias depois da Páscoa.

Por Camila Soares

Foto: Camila Soares