Começou nessa quarta-feira, 13, a 6ª Caravana Missionária da Arquidiocese de Palmas com o tema “Há que se cuidar do broto” e com o lema “Sal da terra e luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), em consonância com o Ano do Laicato, iniciado em novembro. Com o objetivo de evangelizar nas casas, a Caravana já passou pelas paróquias de Tocantínia, Rio Sono, Lizarda, Lajeado, Aparecida do Rio Negro, São Félix, Lagoa do Tocantins e Santa Tereza; e, pela primeira vez, acontece em Palmas.

Com a organização da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, a Caravana neste ano visitará casas do entorno das 11 comunidades da Paróquia, em Taquaralto. As visitas começaram nesta quinta-feira, 14, e seguem até a próxima quarta-feira, 20 de dezembro. O pároco, padre Waldeon Reis, fala sobre a importância da formação dos missionários para a missão, que foi o foco do primeiro dia da caravana. 

“Por mais que já tenhamos uma certa preparação, é sempre bom nós voltarmos aos fundamentos bíblicos. Saber que Jesus é o enviado do Pai, que a nossa missão deriva do nosso batismo, que existe a graça do Espírito Santo que habita em nós e nos impulsiona para a missão. Então, tudo isso é importante nós sabermos para que reavive dentro de nós o desejo da missão”.

O arcebispo metropolitano de Palmas, Dom Pedro Brito, deu início à formação e falou sobre a alma da missão, sobre o batismo e motivou os participantes, baseando-se no Evangelho de São Marcos.

“Jesus vai à Igreja rezar para purificar o ambiente, tirar aquilo que estraga a vida. Essa é nossa missão: tirar as coisas que estão estragando a vida das pessoas. A pequenez desse Evangelho tem toda a grandiosidade, é onde começa a nossa vocação missionária, no nosso batismo. Nós somos batizados para sermos missionários. A missão é o DNA de Jesus, é o DNA de Deus, é o coração da Igreja; é o que nós vamos fazer aqui. Vocês vão encontrar muita gente sem batizado aqui, e muitos que são batizados estão aí sem entender o seu batismo. Sem batismo a gente não faz missão. O batismo é essencial na missão”.

Nesta edição, a Caravana reúne 25 missionários da Arquidiocese de Palmas e 76 missionários do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ), vindos de 12 outros estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Pará e Amazônia. É também a primeira vez que o Movimento de diferentes estados se reúne em um só lugar para a missão. Os grupos foram articulados pelo padre jesuíta Eliomar Ribeiro, vindo de São Paulo. Ele é diretor nacional do Apostolado da Oração e do Movimento Eucarístico Jovem.

“É a primeira que a gente se reúne para uma experiência missionária assim juntos, de missão. Nós já tivemos outras experiências de peregrinação com alguns deles em julho lá no estado do Espírito Santo, de caminhada – foram quatro dias de peregrinar mesmo, de caminhar –, mas para experiência de missão popular, nesses moldes que vamos fazer aqui, é a primeira vez”.

Ele fala também sobre a possiblidade de fundar o MEJ na Arquidiocese de Palmas.

“É o nosso desejo. Quem sabe esses 76 jovens agora animados com essa experiência do MEJ seja também um sinal, uma luz pra juventude dessa Paróquia, de Nossa Senhora Aparecida. Já é um desejo também do padre Waldeon que no final da missão os jovens também se despertem e possam perguntar pelo MEJ e possam começar uma experiência do MEJ aqui no Tocantins.

De Salvador, Bahia, Amanda Mota é uma das missionárias envolvidas na Caravana da Arquidiocese.

“A gente fala que vocação é chamado, mas também vocação é resposta. A minha experiência de estar aqui hoje participando dessa caravana missionária, podendo levar o Cristo para as pessoas que necessitam, é muito gratificante porque a gente pode perceber que estamos fazendo o papel de São João Batista, nós estamos anunciando o Salvador. Nós estamos preparando as pessoas para receber o Cristo que virá”.

Por Camila Soares

Fotos: Camila Soares