Na última sexta-feira, 1º de dezembro, aconteceu a Missa de encerramento da missão dos Padres Operários Diocesanos e de acolhida da nova equipe de formação do Seminário Interdiocesano do Divino Espírito Santo, pertencente à Província Eclesiástica de Palmas. Estavam presentes na Celebração todos os Bispos Diocesanos do Regional Norte 3 da CNBB: Dom Pedro Brito, Dom Phillip Dickmans, Dom Giovane Melo, Dom Wellington Queiroz, Dom Romualdo Kujawski e Dom Heriberto Hermes.

Durante a celebração da Santa Missa, presidida por Dom Pedro Brito, arcebispo metropolitano de Palmas, tomaram posse o Monsenhor Juarez Gomes da Silva, da Diocese de Porto Nacional, como reitor do Seminário; o padre Gerson Barbosa Silva, da Diocese de Tocantinópolis, como vice-reitor; padre Jailson dos Santos Carvalho, da Diocese de Miracema, na direção espiritual; e padre Manuca Neres Brito, da Prelazia de Cristalândia, como diretor espiritual solidário. O padre Waldeon Reis de Azevedo, da Arquidiocese de Palmas, continua na função de diretor acadêmico.

O arcebispo Dom Pedro Brito fala sobre o intuito da nova formação da equipe atuante no Seminário, que, pela primeira vez, é formada por padres do Regional Norte 3 da CNBB.

“Queremos que todas as dioceses se sintam contempladas, tendo um padre aqui que pode muito bem dialogar com os bispos, com os padres, com os leigos e fazer aquilo que é o nome do nosso Seminário: ‘Seminário Interdiocesano’, entre as dioceses. Achamos melhor assim. E foi dado destaque que eles são tocantinenses, se não nasceram aqui, são padres que conhecem a fisionomia, a espiritualidade, a expressão religiosa, conhece o coração do tocantinense. Quem sabe se isso não é um fator para ajudar na formação desses meninos, pra que eles saiam daqui, sejam padres não pensando no povo do exterior, de outros locais, mas pensando no coração do tocantinense, que, certamente, é o que mais nós precisamos tocar”.

O atual reitor, Monsenhor Juarez Gomes, diz como se sente com a nova missão que lhe foi confiada.

“Em primeiro lugar, uma certa apreensão pela grandeza da responsabilidade. A gente se estremece quando pensa no que significa esse trabalho. Em segundo lugar, de ação de graças, de coração agradecido por Deus ter me enxergado e chamado pra isso. Ter confiado em mim pra isso. E eu, então, me senti impotente de dizer ‘não’, porque eu percebi a ação de Deus através da ação dos bispos e dos colegas. Eu espero fazer o melhor possível: ajudar os seminaristas a viver o Evangelho; viver o Evangelho com eles, para prepará-los para serem sacerdotes, segundo o coração de Cristo; para uma Igreja em saída. Não uma Igreja que fica esperando o povo vir, mas que vai atrás dos fieis. Essa é minha expectativa, esse é o meu desejo. Espero em Deus para que eu possa realizá-lo”.

Atualmente, o Seminário possui 38 seminaristas em formação. Laécio Negreiros, da Diocese de Tocantinópolis, é um deles e está cursando o 2º ano de Filosofia. Ele fala sobre a importância dos formadores no Seminário.

 “Eles são esse exemplo, para nós, de sacerdotes. Então, o formador, como um sacerdote, além de nos ajudar a caminhar, também nos mostra como uma meta a alcançar, como bons padres, bons sacerdotes para uma Igreja que precisa de padres generosos com o povo de Deus, que sabem dar tudo de si para os outros, assim como esses que agora estão saindo deram muito de si para ajudar na formação dos seminaristas desse regional. Nós também como seminaristas queremos, da mesma forma, dar o melhor de nós para a construção desse reino de Deus, passando pelo processo formativo para bons padre da Igreja de Jesus”.

Durante seis anos, o Seminário esteve aos cuidados da Fraternidade dos Padres Operários Diocesanos, por meio dos padres Carlos da Silva, como reitor, Juan Carlos, como vice-reitor, e Ariel Alberto, na direção espiritual. Na ocasião do encerramento da missão, eles foram homenageados e receberam agradecimentos pelos serviços prestados na condução da Instituição. O padre Carlos da Silva fala sobre como o Seminário contribui para a formação espiritual e humana de futuros e bons padres.

“A cobrança do povo é grande hoje: quer padres que cuidem direito do povo cristão. As pessoas hoje têm um sentido crítico mais forte. Então, para nós é desafiante. Eu levo 22 anos trabalhando nisso. Então, para mim, não foi uma coisa nova. O que é novo é sempre a situação e as pessoas. Uma coisa que para mim foi importante aqui é que a metade dos seminaristas que nós temos são seminaristas que vêm de famílias desestruturadas. Então, ver como pessoas, jovens tem um sofrimento familiar muito forte, pode se levantar, se estruturar e ser uma pessoa de bem para o povo que também está na mesma situação que eles viveram. O fato de eles aprenderem a viver com essas fragilidades na fé garante que eles vão ajudar o povo que está nas paróquias que estão na mesma situação que eles estiveram”.

Depois da Santa Missa, dos agradecimentos, acolhimento e homenagens, todos confraternizaram com um almoço.

Por Camila Soares

Fotos: Camila Soares