Nessa quinta-feira, 2 de novembro, a Igreja celebrou a Solenidade da Comemoração de Todos os Fieis Defuntos, o Dia de Finados, como é chamado popularmente. Muitos fieis participaram da programação com Missas e confissões nos cemitérios da capital. A primeira Missa do Cemitério Jardim da Paz foi presidida pelo arcebispo da Arquidiocese de Palmas, Dom Pedro Brito, e, em sua homilia, motivou os fieis a se manterem firmes na fé, na esperança da vida eterna.  

“É uma Missa de recuperar a esperança, não se deixem vencer pelo desânimo. É muito fácil a gente desanimar. Basta ter algo maior do que nós, que nós não conseguimos vencer, que a gente cai, a gente entrega os pontos, a gente perde a partida e se deixa vencer pelo desânimo. E uma dessas razões é diante da morte. A morte é uma coisa muito forte na nossa vida. Se nós não tivermos algo mais do que a morte, nós morremos igualmente com aqueles que morreram, porque a gente não encontra razão. Não se deixem vencer pelo desânimo”.

Na celebração, ele também falou sobre a necessidade de preparação para a morte, como parte integrante de um projeto de vida.

“O senhor quer que a gente se prepare. Coloque a morte no seu projeto de vida. Eu tenho que lembrar que daqui a pouco eu vou morrer. Aí, eu tenho que abrir mão de uma série de coisas: acúmulo de bens, vaidade, opressão. Por que que eu vou matar tantas pessoas pra ficar com dinheiro, pra ficar com coisa, com posse se daqui a pouco também eu vou? A gente vai colocando um projeto de vida em que respeita o limite da nossa existência. Eu sei que a nossa alma não morre, mas nosso corpo morre e vai ser enterrado. Hoje é um dia pra gente deixar de trabalhar e trabalhar as coisas humanas, a relação entre nós, a fé, a esperança e sair daqui iluminados pela Páscoa de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Tânia Regina participou da Santa Missa, como é costume todos os anos, e fala sobre a dedicação, zelo e constância de sua família na oração por sua filha Amanda, que faleceu em 2010.

“A minha filha foi a primeira perda próxima. É uma perda que a gente não restaura a falta que faz, mas a fé em Deus, a esperança da ressurreição conforta a gente. E a gente vem todos os anos, finados, a gente participa da Missa aqui no cemitério, mas a gente também vem todos os domingos ao cemitério. Então, não é só dia de finados que a gente deve fazer uma visita ao cemitério. Eu acho que todos os dias a gente lembra com certeza, mas que a gente deve sempre vir. Hoje não fica tão bonito? Por que é que não fica bonito assim todos os dias?”.

No fim da tarde, o arcebispo também presidiu a Santa Missa no Cemitério Jardim das Acácias. Os fieis puderam ainda participar da Celebração Eucarística no Cemitério de Taquaruçu, de Buritirana e no Cemitério São Miguel.

Por Camila Soares

Cemitério Jardim da Paz - Foto: Tatiana Soares

Cemitério Jardim da Paz - Foto: Camila Soares

Cemitério Jardim da Paz - Foto: Tatiana Soares