Para avaliar o Ano Pastoral de 2017, que se encerra no Advento, em dezembro, e para programar o Ano Pastoral de 2018, foi realizada a Miniassembleia Arquidiocesana de Pastoral na manhã do último sábado, 4, na Fundação Fé e Alegria. A reunião foi convocada pelo arcebispo Metropolitano de Palmas Dom Pedro Brito e organizada e conduzida pelo Vicariato de Pastoral, coordenado pelo padre Fábio Gleiser, que destaca a importância desse encontro.

“A miniassembleia é fundamental porque daqui sairão os primeiros passos para a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral e a Assembleia é uma oportunidade da graça de Deus em que o bispo, pastor da Igreja Local, reúne o seu clero, os seus fieis para juntos avaliarem a caminhada feita na ação evangelizadora nesse ano, mas também lançar um olhar para o ano próximo”.

Ele também fala sobre os desafios de uma evangelização eficaz relembrando o direcionamento do Papa Francisco, que convoca uma Igreja missionária, em saída.

“O grande desafio é conscientizarmos as pessoas, os fieis, as lideranças, que nós precisamos ser uma Igreja em saída, que somos uma Igreja missionária, que precisamos rever as nossas estruturas pastorais porque há certas estruturas que não respondem mais aos anseios e aos dramas das pessoas de hoje, e aí nós vamos vislumbrar novos meios, novos mecanismos oportunos e eficazes para a evangelização tendo sempre como pano de fundo que Jesus Cristo seja conhecido e reconhecido como Senhor e Salvador enviado pelo Pai”.

Estiveram presentes na miniassembleia as três regiões episcopais: São Paulo, São João e São Pedro. Participaram padres, diáconos permanentes, vigários episcopais, representantes de cada paróquia, coordenadores de pastoral a nível arquidiocesano, representantes do Seminário Maior e do Seminário Propedêutico, coordenadores arquidiocesanos de movimentos, representantes da Conferência dos Religiosos e Religiosas do Brasil, representantes das Comunidades de Vida, dos organismos e associações, e participaram o Vicariato de Ação Social e o Vicariato para os Bens Temporais.

A reunião foi baseada nos eixos do Plano Arquidiocesano de Evangelização para este ano de 2017, definido em Assembleia como Ano da Bíblia e tendo como prioridades o Laicato e a Pastoral Orgânica. Durante a miniassembleia, foram relembrados os Doze Cestos, que significam doze ações missionárias, uma para cada mês, propostas em Carta Pastoral escrita pelo arcebispo para a Evangelização da Vida Cotidiana das pessoas, paróquias e comunidades.

O arcebispo Dom Pedro Brito fala sobre o desenvolvimento do projeto anual da Arquidiocese e avalia como positiva a recepção e o entendimento dos fieis quanto à proposta missionária deste ano.

“Senti muita surpresa quando a gente destacou as coisas bonitas que o projeto da Arquidiocese de Palmas tem. Quando a gente está fazendo, a gente tem uma visão muito negativa que não vai dar certo, que não vão entender. Eu sou muito da visão de que o entendimento é mais importante do que uma prática sem entendimento. Melhor que as pessoas entendam, mesmo que façam menos, mas entendeu que é importante, que é significativo. Pra mim já é a grande vitória. E acredito que as pessoas entenderam o coração do projeto, a mística do projeto. Então, minha avaliação é positiva nesse sentido. Foi feito tudo? Não. Alguns lugares fizeram mais, outros fizeram menos, mas as pessoas compreenderam, abraçaram o projeto. Saiu do papel, da estante e entrou no coração das pessoas. Essa é minha avaliação positiva”.

Dom Pedro adianta que as ações missionárias de 2018, dentro do Plano Arquidiocesano de Evangelização, serão voltadas para a dimensão social.

“O nosso olhar vai ser mais voltado para a dimensão social da nossa fé, que é a quinta urgência da Igreja no Brasil. ‘Eu vim para que todos tenham vida, e tenham vida em abundância’. Se o coração não aquece, os pés não andam. É o coração que faz os pés andarem. Se o coração estiver ardendo, ardente, os pés vão andar. Essa é a minha proposta para o próximo ano também”.

Os participantes da miniassembleia foram motivados a refletir sobre o exercício da cidadania eclesial dos leigos, sobre a realização das ações propostas no Plano e sobre os avanços e as dificuldades sentidas durante o ano e responderam um questionário avaliativo, que servirá de auxílio para a elaboração das propostas evangelizadoras de 2018.

Por Camila Soares

Fotos: Camila Soares